JUCA

QUEM É

Duval Jorge Borba

Data de nascimento:
5 de maio de 1957
Onde atuou no Bordô:
Campo: lateral direito
Gols marcados:
Campo: 3
Jogo inesquecível:
"Foi um jogo em Rolante ou Dois Irmãos, não lembro bem. Mas foi um jogo pegado, com campo alagado e adversário difícil. Em determinado momento, saímos com a bola em um contra-ataque. Recebi a bola do então "arqueiro" titular da época "El Gato Dri", carrego-a até a intermediária adversária e entrego-a ao "ponta direita agudo" Emerson. Corro para a área juntamente com os colegas de ataque a espera de um cruzamento e tentarmos o cabeceio. Juro que ficamos ali no aguardo uma bola "alçada" com aquele efeito buscante que só o Emerson sabia executar. Para nossa total e estonteante surpresa, o cara deu um petardo e a "nega" foi morrer no angulo, sem chance alguma de defesa. Nem ELE acreditou naquele gol de bela feitura. Ficou com aquela cara de cachorro que corre atrás do carro: quando o carro pára, não sabe o que faz, se morde o pneu ou faz xixi, vocês conhecem. Foi aí que me marcou: caí na asneira de indagá-lo sobre o golaço sem querer. O SAFADO foi categórico, respondendo calmamente que não, "chutei a bola direto para o gol mesmo". Daí me caiu os botões do bolso... "MENTIROSO, SAFADO, SEM VERGONHA, tu nunca mais mete uma daquelas". Foi muito legal e, após, meu amigo se engasgou feio.
Tenho muita saudade daquele tempo. 
Um abraço a todos
".
Esposa:
Zuleika
Filhos:
Rafael
Janaína
Onde anda:
Trabalhando na Pizzaria Pizza Mia, da Eudoro Berlink
Contato:
duvalborba@hotmail.com
 
 
 
 
 

Duval Jorge Borba, o Juca, foi um dos jogadores mais importantes da história do Glorioso. Na foto acima, é o primeiro da esquerda para a direita, agachado (sem uniforme)

Jogou no Bordô de 1996 a 1998. Juca era um lateral de muita força na marcação e um apoiador da melhor qualidade. Quem olhava para aquele corpitcho avantajado não imaginava a bola redonda que esse bordosiano jogava.

Nessa, no Força & Luz, em 1997, é o primeiro, da esquerda para a direita, agachado

Juca era um parceiraço fora de campo, além de ser uma comédia ambulante. Junto com o mano Daison (volante) e o zagueiro Luca divertiam a todos no vestiário, satirizando as histórias e situações dos jogos.

O que dizem os amigos sobre o Juca:

 

"Falar deste cara pra mim é muito fácil. Como pessoa é, no mínimo, um ótimo amigo. Feliz, parceiro, de bem com a vida, do tipo de pessoa que pode-se contar sempre, quase um pai. Os mais novos irmãos do Bordo terão a oportunidade de conhecê-lo em breve. Como atleta é um lateral da antiga. Literalmente um paredão difícil de transpor. Apóia bem e defende melhor ainda, tem muita habilidade, joga rindo e de sacanagem o tempo todo. Agora, se o adversário resolver apelar... vale a regra: "DESAFORO E ROUPA SUJA, LAVA-SE AQUI E AGORA (hi,hi,hi)" Junto com Pedrão, Marcelo, Luca, Luis e Dri formaram uma das melhores defesas em times que eu joguei. Tinha sempre  tranqüilidade de que se por acaso eu não conseguisse matar a jogada no meio do campo, lá no lado direito ele daria cabo. Juca, te agradeço pelos melhores e também os "duvidosos" momentos de felicidade que tive dentro de campo. Do aprendizado que tive no futebol, devo praticamente 90% a ti. Portanto, se desapontei alguém no Bordô a culpa é em maior parte tua (hi,hi,hi). Que Deus ilumine cada vez mais tua caminhada.

Beijo no coração, luz e paz.

Mano Daison

 

"Lembro de quando este senhor apareceu para jogar. Olhei, aquela carinha de "bons amigos", 134 kg, largo para todos os lados... Pensei: Será que joga futebol ou veio apenas acompanhar o Daison??? Pior: veio para JOGAR!!! Não levei fé!!! De lateral??? Vai pegar um ponteirinho ligeirinho e estamos ferrados. Quando o cara começou a jogar, não acreditei, ganhou todas e ainda APOIAVA. O Futebol me apresentava mais uma surpresa. Surpresa ainda maior foi quando fomos jogar no Interior e depois haveria um churrasco. SEM EXAGEROS: NUNCA VI UM CIDADÃO NORMAL COMER COSTELA COMO ESTE SENHOR. Depois de 30 minutos que "todos", eu disse "TODOS" já haviam almoçado, o Juca ainda grudado no osso. Nunca vou esquecer.
 
Mas, verdades a parte, o Juca foi uma grande amizade que fizemos no futebol e, além de seu carisma e camaradagem, é uma pessoa sensacional.
Juca, um grande abraço e vamos nos rever em Breve.
 
Abração, HOMEM COSTELA... rsrsrs
"

Luca

 

"Considero Juca como figura marcante da minha vida, dentro do grupo "Dinossauro". Suas características "macabras", onde ele identificava o indivíduo com calma e categoria, e no momento certo, "quebrava o cara ao meio"... Sua excelente administração de tempo, ou seja, jogava muito, "sem correr nada". Suas ações de AMIGO, quando ligava de Porto Alegre para Salvador, somente para confortar meus momentos difíceis. Sua simplicidade nas conversas e cervejadas depois de cada jogo... Enfim, com essa figura, tenho a certeza que nenhuma distância, tempo, local ou mundo haverá de nos distanciar. Agradeço tudo isso ao Daison, que também contamina a todos com alegria e simplicidade!!!

Obrigado, Juca!!!"

Emerson

 

"Juca apareceu como quem estava afim de ver o maninho mais novo (Daison) jogar e, discretamente, pegou a camisa 2, para nunca mais largar... Quando do primeiro jogo todos olhavam com um ar desconfiado, afinal aquele corpinho avantajado parecia que agüentaria uns 5 min... Todos estavam enganados, pois apresentava muita qualidade, tanto na marcação como no apoio. Era uma tranqüilidade jogar com um cara que sabia fazer com maestria as vezes de ala e lateral... Mas o melhor de tudo isso, como é uma premissa do Bordô, foi poder dividir momentos de alegria, companheirismo e de confusão (aquela pauleira em Cachoeirinha, he,he,he), com uma pessoa extremamente querida por todos... Juca Show, como costumávamos chamar, estamos com saudades dos velhos tempos.

Um grande abraço do amigo Rico."

Rico

 

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MOMENTOS

Na época em que este "dinossauro" jogava pelo Bordô, não se tiravam muitas fotos, pois ainda não existiam as facilidades das máquinas digitais. Então, como não temos muitas fotos do Juquinha, vamos contar uma das tantas histórias que o nosso homenageado viveu no Bordô.
Blitz Racista
Em 1997 o Bordô foi a Tupandi jogar contra o São Luis. No deslocamento os atletas do Glorioso utilizaram vários carros que seguiram em comboio. Chegando lá, notaram que o último carro demorava a chegar. Neste carro estavam Juca, seu irmão Daison e o Pedro (todos negros). O jogo já quase por começar e nada do carro aparecer. Todos no campo muito preocupados com a demora. Na época o pessoal ainda não tinha celular para comunicação. Quando um dos carros já estava retornando para ver o que tinha acontecido, eis que chegam os três com a explicação sobre o atraso: o comboio do Bordô tinha passado por uma viatura da polícia rodoviária pouco antes de Bom Princípio. A polícia barrou apenas o carro em que eles estavam. Os policiais pediram toda a documentação deles e ainda custaram para liberá-los. Infelizmente o racismo falou mais alto nas ações da polícia naquele dia.
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